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maio 08, 2009

Esquerda, Intolerância e Terrorismo

(Publicado ontem no Insurgente.)

El ‘número uno’ de los GRAPO, Israel Clemente, y su secuaz Xurxo García han reconocido con terrible frialdad ante el tribunal de la Audiencia Nacional que asesinaron a la empresaria Ana Isabel Herrero en febrero de 2006, después de que ella y su marido, que quedó malherido, se resistiesen a ser secuestrados en su garaje de Zaragoza: “Se convirtieron en un objetivo militar pleno por negarse a pagar el ‘impuesto revolucionario’ y su papel explotador”. (…)

El jefe de los GRAPO también fue contundente cuando el fiscal le sugirió la posibilidad de haberles disparado en la pierna, en lugar de tirar a matar: “Esa idea me parece políticamente inadmisible. Es una cuestión política. Mantenía un perfil empresarial que hacía de difícil justificación dispararle sólo en una pierna, por los conflictos laborales que había tenido. No fui yo el que pintó ‘cacique’ en la verja de su empresa”.

No El Mundo (Asesinato de Ana Isabel Herrero en Zaragoza)

Os GRAPO (Grupos de Resistencia Antifascista Primero de Octubre) são uma organização terrorista de extrema-esquerda que surgiu em Espanha em 1975 e que durante os 32 anos em que esteve activa (diz-se que em 2007 foi desarticulada) acumulou um vasto currículo de raptos e assassinatos. Gente bem doutrinada pelo sistema dominante costuma dizer que a grande diferença entre os grupúsculos de inspiração nazi e a extrema-esquerda é o carácter violento dos primeiros. Seria caso para rir, se não fosse esta uma das principais razões para a Europa continuar a marcar passo em matéria de liberdade e responsabilidade individual.

Carlos M. Fernandes

Publicado por CMF às maio 8, 2009 01:58 PM

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Comentários

Carlos,
Continuamos a meter tudo no mesmo saco: "esquerda" no título, grupos terroristas quando se vai a ver. Parece que não há, nem nunca houve, terrorismo de direita. E que não há, nem nunca houve, violência de Estado, seja inspirada pela esquerda ou pela direita.
A meu ver seria importante saber fazer distinções, em vez de promover a "molhada". Usar todo o tipo de argumentos na "guerrinha" de todos os dias (contra a esquerda em geral, ou contra a direita em geral) parece-me pouco sábio.
Aliás, essa "molhada" é o caldo em que os terroristas fundam as ideologias deles.
Cumprimentos.

Publicado por: Porfírio Silva em maio 8, 2009 05:38 PM

Esquerda no título, mas no texto a coisa parece-me bem explicada. A ideia principal do pequeno texto é mostrar que a violência existe nos dois lados, por isso não tem sentido o Porfírio estar a referir o tal "terrorismo de direita". O ponto principal do texto, e aceito que possa não estar bem explícito, é a tolerância da Europa em relação à extrema-esquerda, e o perigo dessa posição.
E, como sabe, eu não me revejo na esquerda, nem nessa tal "direita" que também, por vezes, segue uma linha violenta.

Publicado por: CMF em maio 8, 2009 09:29 PM

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