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março 09, 2009
Aceitamos?
(Publicado ontem no Insurgente)
Claro que aceitamos. Aceitamos tudo. Aceitamos isto e muito mais. Aceitamos, para começar, a existência de um cartão de identificação; aceitamos sujar o dedo com tinta e deixar nos registos uma impressão digital, como se todos fôssemos criminosos ou potenciais criminosos. Aceitamos também que os nossos nomes estejam limitados a uma lista elaborado pelo Estado. Aceitamos de tal forma as ordens “superiores” que qualquer voz que se manifeste contra estas e outras “instituições” é recebida com aquele esgar que se costuma guardar para os loucos. Por que razão é que não haveríamos de aceitar isto?
Carlos Miguel Fernandes
Publicado por CMF às março 9, 2009 03:33 PM
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Comentários
Viva Carlos,
Há meses que não voltava à blogosfera... E é sempre um prazer ler-te; apesar de uma ou outra discordância..! Mas desculpa que me insurja: ok...dezenas, centenas de coisas que este governo (Estado) fez/faz não estão bem, mas há muitas outras positivas... Não muitas, é verdade. Mas peço-te (do pouco que nos conhecemos) que não embandeires pela filosofia desses senadores liberais blogonoautas ou deputados juniores à direita do leque parlamentar!!! Liberalismo, sim, mas não tonto! Desculpa que te diga... Aliás, é uma pena a citação que inicia o teu blogue: não concebo grande estrutura e solidez a conversas submersas em fumo!!!...
Liberdade, liberalidade, anti-proibicionismo, anti-Estado, mas com limites. A liberdade individual termina onde começa o bom senso e a vida comunitária solidária. Pior que o proibicionismo e o laxismo é uma pretensa corrente liberal que conduz ao que eu designo por "liberalismo/tolerância tonto(a)".
Bons posts e Boa Vida.
Publicado por: Fernando em março 13, 2009 04:26 PM
Fernando, a liberdade individual termina onde começa a do próximo. A tua liberdade não é afectada por o pão ter mais ou menos sal (e também não é afectada por haver bares e restaurantes para fumadores). A liberdade do padeiro (e do taberneiro)e do consumidor são afectadas por estas políticas paternalistas. Este é um ponto do qual não abdico (mesmo que um dia um médico me "proíba" de comer pão com sal). E agora, o que vem a seguir (a manteiga?). E onde pára a fúria legisladora? Só pára quando nos escancarar as porta de casa? Isto assusta-me, e felizmente não vivo em Portugal (mas não sei se estarei a salvo desta tendência).
E já, agora, depois de Portugal experimentar todas as vias do socialismo, social-democracia e afins, não seria oportuno tentar um novo caminho, tendo em conta o desastre que temos perante os nossos olhos?
Um abraço.
Publicado por: CMF em março 14, 2009 06:18 PM