« Ya es una Leyenda | Entrada | Quia in Inferno Nulla Est Redemptio I »

junho 21, 2008

Un Regalito Para Mi II (ou, Tramado, pá!)

Ireland, de Dorothea Lange. Primeira edição de 1996. Encontrado num alfarrabista da calle Gracia há cerca de dois meses. Irlanda.

51WE5T97YTL._SL500_AA240_.jpg

Dorothea Lange nasceu em Hoboken em 1895 e é um dos nomes incontornáveis da História da Fotografia. Da sua longa e prolífica carreira destaca-se a participação no projecto de Roy Striker, integrado na Farm Security Admnistration, e que almejava retratar uma América devastada pela grave crise dos anos 30 do século passado. Foi, com Lewis Hine e outros repórteres da primeira metade do século XX, precursora do humanismo que, mais tarde, marcou outros colectivos de fotógrafos, como a agência Magnum (humanismo que, na agência em causa, ficou irremediavelmente abalado pelo cinismo, e génio, de Martin Parr). Morreu em 1965.

(Walker Evans, o Grande, também passou pelo grupo FSA, mas por pouco tempo. Individualista, ciente do poder e originalidade da sua visão, não se adaptou às directrizes de Striker, que via o grupo como uma unidade sem lugar para a vontade própria dos seus membros. A fotografia de Evans sempre foi apolítica, mesmo quando, nalguns retratos feitos nos anos 30, muitos encontravam sinais de “denúncia”. É conhecida a história de Cuba: quando Evans foi convidado para ilustrar um livro do jornalista Carleton Beals, sobre a opressão política e a miséria que dominava a ilha, Evans perdeu-se nos encantos de Cuba, embriagou-se com Hemingway, e as suas imagens acabaram por retratar o exotismo, e não, como pretendia Beals, a pobreza do país.)

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às junho 21, 2008 02:13 PM

Trackback Pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://no-mundo.weblog.com.pt/privado/mt-tb.cgi/172156

Comentários

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)