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abril 14, 2008
O País Visto de Longe VII
No sábado passado, entre uma Warsteiner e uma Pilsner Urquell, ali para os lados de San Antón, perguntaram-me se eu não estaria interessado em colaborar na abertura de um sushi-bar em Lisboa (mais precisamente, um sushi-tapas), uma extensão do restaurante do meu amigo Antonio. Uma vida em Lisboa ter-me-á dado, pensa o Antonio, conhecimentos suficientes para encontrar o espaço ideal e o pessoal adequado para o sucesso de uma casa que, no entanto, seria gerida a partir de Granada. Os desafios seduzem-me e nunca tive medo de transformar a vida numa aventura multi-disciplinar, mas receio embarcar em tal empresa. Não por mim. Mas sim pelas pessoas que, vindas deste país (que, apesar de tudo, é muito mais saudável do que Portugal), se enterrariam num lamaçal de legislação, burocracia e ASAEs. Lamento meus caros concidadãos, mas não sei se estou disponível para ajudar uma economia que não se ajuda a si própria.

Carlos Miguel Fernandes
Publicado por CMF às abril 14, 2008 03:04 PM
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