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fevereiro 12, 2008

Un Regalito Para Mi

A compra da semana. CD duplo e DVD de Carmen Amaya, gitana, bailarina, cantora, um dos nomes mais celebrados do Flamenco.

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Carmen foi uma empenhada portadora de toda a fúria e tragédia que ardem nas entranhas desta arte cigana, até que uma doença a apartou dos vivos, quando tinha apenas 50 anos. Nasceu em Barcelona (1913?), fez-se artista quando a sua idade ainda não atingira os dois dígitos, e assombrou o mundo com o seu baile, tendo chegado a actuar no mítico Carnegie Hall, em 1941. Excelente cantora, viu no entanto essa faceta ser ofuscada pela forma superior e revolucionária como dançava. Mas baile de Amaya não era "de escola". Foi aprendido na rua, ou, pegando nas suas palavras, el mar la ensenó a bailar, o mar de Barcelona, que banhava a praia de Sorromostro, bairro pobre da cidade que a viu nascer. Hoje, no lugar do Sorromostro, mora a Vila Olímpica de Barcelona. Regressemos um pouco ao passado, com Carmen Amaya, deixando, por uns momentos - mas sem pessimismo ou saudosismo -, estes tempos que por vezes só têm futilidade e Brunis para nos dar. Com voz do grande Antonio Mairena.

(Se não funcionar, ver aqui.)

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às fevereiro 12, 2008 12:02 PM

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Comentários

Meu Caro

seria melhor informar-se sobre a Bruni - de quem desdenha no seu post.

Pode ler no último L'Express a entrevista dela. Ou ir a: La république des livres.

Cumpts

Publicado por: António em fevereiro 13, 2008 02:25 PM

Caro António,
conheço os mitos que se criaram em torno da figura de Carla Bruni, e que tentam fazer dela uma personagem de alto valor intelectual. Não me convencem. Mas é apenas uma opinião, que talvez esteja bastante condicionada por aquelas musiquinhas irritantes, as quais, mais uma vez na minha humilde opinião, só mesmo uma libido descontrolada pode apreciar.
Cumprimentos.

Publicado por: CMF em fevereiro 13, 2008 03:02 PM

Meu caro

nada nem ninguém está a fazer de Carla Bruni "uma personagem de alto valor intelectual". Não. Leia com atenção a sua entrevista em L'Express. Quem fala é ela.

Quanto à musica, confesso que não posso pronunciar-me, porque nunca a ouvi. Dizem-me, os mais novos, que é boa.

Cumprimentos

Publicado por: António em fevereiro 13, 2008 04:32 PM

Ainda só li o artigo no La république des livres, mas quando tiver tempo tentarei encontrar a entrevista ao L'Express.
Cumprimentos.

Publicado por: CMF em fevereiro 13, 2008 05:13 PM

Oh António, então se ainda não ouviu porquê que está tão desenfreado? Até parece que tem a libido, repito: parece, descontrolada, credo!

Adérito Azevedo

Publicado por: adérito em fevereiro 13, 2008 09:57 PM

Meu caro

Já ouvi a Bruni no Youtube, hoje.

Adorei.

A minha libido manifesta-se independentemente da Bruni ou da Winehouse ou da Da Mata.

Cumpts

Publicado por: António em fevereiro 13, 2008 11:46 PM

Caro António, há gostos para tudo, e estes raramente se discutem. Eu não gosto. Só isso.
Quanto à entrevista, já a li (na medida do possível, pois o castelhano já ultrapassou o francês como "minha" terceira língua), e continuo sem perceber o que se celebra quando se fala de Bruni. Confesso também um certo preconceito em relação à poesia, não de forma absoluta, claro, mas sim relativa, pois penso que deve ser tomada em doses pequenas e misturada com uma generosa quantidade de prosa. Por isso, quando vejo listas de poetas, torço logo o nariz. Mas, repito, tudo isto pode nascer do preconceito.
Cumprimentos.

Publicado por: CMF em fevereiro 14, 2008 10:17 AM

Ántónio, sinta-se à vontade com a sua libido, independentemente das moças cantantes que aí elencou. Nós, certamente, ficámos mais ricos por ter partilhar connosco tamanha inconfidência.

Publicado por: Adérito Azevedo em fevereiro 14, 2008 09:41 PM

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