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junho 04, 2007
Dem Deutschen Volke
No passado fim-de-semana, em Berlim, voltei a percorrer o caminho do velho Muro. Entretanto, em Lisboa, Francisco Louçã defendia a nacionalização da Galp e um secretário de Estado elogiava Hugo Chávez. Tal como a actual pujança da capital alemã não nos pode fazer esquecer que a História não tem fim, pois Berlim já foi enorme antes de se perder nas chamas da ideologia, também o cartão de eleitor que ainda temos na algibeira não é arma que nos dê descanso. Há por aí muitos indivíduos desatentos que não aprenderam as lições da História. Mas enviá-los para o canto da sala com orelhas de burro não é recurso do qual possamos dispor, porque a tolerância perante os inimigos internos é a força e a fraqueza da democracia e dos sistemas liberais. Claro que quando entre nós se instalar uma democracia liberal, dormiremos todos mais descansados. (Ou quase todos. Nessa altura veremos um bando de irredutíveis apavorado com a possibilidade de o céu desabar sobre as suas cabeças.)

Carlos Miguel Fernandes
Publicado por CMF às junho 4, 2007 05:48 PM
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