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dezembro 31, 2008

Cartier-Bresson, Times Square

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Henri Cartier-Bresson, New York, 1959

Carlos Miguel Fernandes

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dezembro 30, 2008

Memória II

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Carlos M. Fernandes, Roménia, 2004


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Carlos M. Fernandes, Novi Sad, Sérvia, 2006


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Carlos M. Fernandes, Roménia, 2004


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Carlos M. Fernandes, Belgrado, Sérvia, 2005

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dezembro 29, 2008

Memória

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Carlos M. Fernandes, Arad, Roménia, 2004


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Carlos M. Fernandes, Novi Sad, Sérvia, 2004


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Carlos M. Fernandes, Sérvia, 2005

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dezembro 26, 2008

Lisboa

Victor Palla e Costa Martins chamaram-lhe Cidade Triste e Alegre. Nunca encontrei muita alegria na capital portuguesa, mas agora, que sou mais turista do que lisboeta, a tristeza de Lisboa mortifica-me os olhos como nunca. Não sei se foi a crise ou a ASAE, ou se é mesmo o resultado dos três tomos (qual deles o mais desastroso!) desta República com quase um século de idade, mas o país parece-se cada vez mais com um enclave escandinavo na Península Ibérica. E Lisboa é a capital correcta para este lugarejo que, apesar do clima invejável e herança mediterrânica, não se dá nada bem com o seu carácter latino. A Finlândia, a distante e fria Finlândia, não é apenas o modelo para a inepta personagem que tomou conta das rédeas de Portugal. Muitos dos que a lá colocaram também sonham com um “paraíso” asséptico e por isso batem palmas a uma Lisboa cada vez mais próxima do sonho de qualquer totalitarista: mansa e obediente. Limpa. E há ainda a caução de Bruxelas.

No entanto, se me deixo enlear por estas ruas desertas que causam desconforto e me impelem de volta para a feérica Espanha, perco-me num tédio aflitivo. Para piorar a situação, estamos na época do trânsito lento mas sôfrego, e dos jantares de Natal que ocupam todas as mesas do mais incógnito dos restaurantes. Há que aproveitar e celebrar cada raro momento de beleza que a cidade nos oferece como se fosse uma dádiva divina, mesmo que corramos o risco de fazer apreciações influenciadas pelas baixas expectativas. Nos últimos dias tenho tido a sorte de encontrar pequenos oásis no deserto lisboeta. Aqui fica a descrição de três, dois deles à laia de sugestão.

1. Fidelio de Beethoven esteve em Portugal, na versão concerto. Foi no sábado passado, no CCB, perante uma sala muito mal composta. Fontes seguras dizem-me que o São Carlos, desde a saída de Pinamonti, oscila entre o trágico e o cómico (isto não é metáfora de palco). Conquanto não tenha sido evento para animar a memória durante anos, esta co-produção CCB/TNCS esteve longe de ser um desastre, como aqueles que passaram recentemente pelo palco do São Carlos. E a brava Anja Kampe, apesar da constipação, foi uma Leonore fantástica que merecia uma casa cheia. Vendia a alma ao diabo para ver e ouvir a sua Isolda no festival de Glydebourne de 2009.

2. A Galeria Pente 10 abriu há menos de um ano, e dedica-se exclusivamente à Fotografia. O risco é enorme. Estamos a falar de um mercado incipiente, dominado pelas “instituições” e por preços arrogantes. Mas a Catarina Ferrer e o Pedro Lopes Vieira atiraram-se de cabeça a um projecto que já conta com cinco exposições (e respectivos catálogos) no curriculum. José M. Rodrigues, Miguel Santos, Carlos Afonso Dias, Flor Garduño e Rita Barros são os nomes que, para já, compõem uma ecléctica lista de artistas que abrange três gerações. Até 10 de Janeiro podem ainda ver o trabalho Presença da Ausência, de Rita Barros (espreitem também este texto da Madalena Lello), no número dez da Travessa da Fábrica dos Pentes, ao Jardim das Amoreiras.

3. A Taberna Ideal é, também, ainda infante. Abriu há poucos meses e trouxe uma mensagem diferente mas clara: o restaurante assume-se como alternativa a um modelo com uma presença cada vez mais forte nas cidades europeias, que confunde cozinha de autor com pratos feitos a eito, polvilhados com endro e adornados com riscos de redução de vinagre balsâmico. Na Taberna Ideal encontramos a “louça da avó” e o cada vez mais raro mobiliário de mármore e madeira. A comida chega à mesa com aquele aspecto rústico que, hoje, só é encontrado nos restaurantes dominados pelo aço inoxidável, de onde apetece fugir. Claro que esta opção corre o risco de ser paradigma, ou, utilizando palavras mais urbanas, moda. O chique já anda à espreita e o dia em que esta Taberna se vai transfigurar em lugar para ser visto não deve tardar. Entretanto, aproveitemos a comida que está muito acima da (baixa) média em que caiu a hotelaria portuguesa nos últimos anos (neste aspecto, há que culpar a crise, apenas). Não vou fazer crítica gastronómica, mas não posso deixar de destacar a tiborna, um petisco esquecido do Sul de Portugal. Aliás, a gastronomia algarvia parece ser um prato forte da Taberna Ideal e quero enaltecer aqui essa opção (mas posso estar enganado, porque em certas regiões do Sul as cozinhas algarvia e alentejana confundem-se). Na minha opinião, a cozinha do Algarve é a melhor de Portugal. É também a mais desprezada. Por isso, qualquer tentativa de apontar as baterias gastronómicas para o Sul é um serviço público.
Como não há tabernas ideais, tenho, pelo menos, dois reparos a fazer. O borrego estava óptimo, mas eu não lhe chamaria “ensopado”. E não deixem acabar a cerveja (ou o vinho branco fresco). Ah, e um balcão com espaço suficiente para beber uma imperial e comer uma tiborna, pelo menos enquanto esperamos por uma mesa, era muito bem-vindo. Mas isto é a alma granadina a falar. Sei que Lisboa e as outras cidades portuguesas já não conhecem a vida de barra. E nunca ouviram falar.
Resumindo, a Taberna Ideal é um lugar muito recomendável, especialmente para quem aprecia os sabores do Sul, e os reparos negativos não são mais do que pequenos detalhes num cenário louvável que não vos devem afastar do número 112 da Rua da Esperança, pois a relação qualidade/preço é, provavelmente, imbatível.

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 04:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 22, 2008

O Terra, Addio

(Publicado no Atlântico, há quatro semanas, quando as noites geladas caíram sobre Granada.)

O culto da personalidade e as intrigas da fama fazem-nos esquecer o essencial da Obra. O fenómeno não é recente, mas tem sido muito amplificado pela democratização do gosto, ao contrário do que nos querem fazer crer os teóricos da infantil cultura pop, que insistem nos paralelos absurdos com outros tempos. (Milos Forman e Peter Schaffer contribuíram, talvez involuntariamente, para esta crescente tendência de ler toda a história da humanidade como se fosse um sucessão de figuras e eventos pop. Curiosamente, era no classicismo que o realizador e o argumentista pretendiam ancorar Amadeus, explorando temáticas de contornos bíblicos.) A música sofre particularmente com novelas adjacentes, pois está por vezes dependente do talento de uma minoria de eleitos; o criador não está sozinho no seu diálogo com o público e os intérpretes podem deixar uma marca indelével mesmo na mais magnífica das obras. Depois, nascem as eternas discussões sobre a “gravação suprema”. Mas quando somos assombrados por níveis estratosféricos de representação e direcção, como acontece nas “Aidas” de Callas e Tebaldi − dirigidas respectivamente por Karajan e Serafin − há que esquecer todas as polémicas em torno de (maravilhosas) prima-donas, e não tomar partido. Verdi está em primeiro plano, e o seu génio deve ser o primeiro alvo da nossa celebração. O resto oferece-nos apenas diferentes graus de sublime. Se a insónia for das boas, marcham as duas versões ainda hoje, como é habitual. As noites frias aterraram já há alguns dias aqui em Granada, e não há nada melhor do que o orientalismo suave e quente de Aida para mitigar o desconforto. Em dose dupla.

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Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 11:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 18, 2008

O Cavalo

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Carlos M. Fernandes, O Cavalo, 2008

(...) more than just a theme for intellectual debate, Artificial Creativity is a very important step on the evolution of the machines as the need to supply them with increasing autonomy and free will is critical. Artificial Creativity may be the key that will open the doors to “Artificial Conscience”, a prospect that, when achieved, will signify that the machines gained finally the complete independence from their human creators. But this one is the next debate.

Leonel Moura, in Pherographia


Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 04:09 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 15, 2008

Anjos, Demónios e Homens

(Publicado no Atlântico)

A acção de Angels With Dirty Faces (Michael Curtiz, 1938) situa-se no Lower East Side dos anos 20 e 30 do século passado e conta a história de Rocky (James Cagney) e Jerry (Pat O’Brien), dois jovens delinquentes que o acaso separou, oferecendo-lhes vidas diferentes. Um assalto frustrado atira Rocky para o reformatório. Jerry, porque “corria mais depressa” escapa e abraça, precocemente, o caminho da salvação: quando Rocky sai do reformatório e volta para o bairro, Jerry é um padre que luta por manter um grupo de adolescentes apartado do mundo do crime que ele próprio trilhou. Mas Rocky encontra e conhece os rapazes, rapidamente os cativa com a pose de bandido, e converte-se no (anti-)herói de Lower East Side. Uma vida de pequenos crimes alimentada com a sageza de rua tem os seus encantos.

A intriga progride, e Rocky envolve-se com duas personagens sinistras que acaba por assassinar para proteger o amigo de sotaina. Capturado e condenado à morte, é visitado pouco antes da sua execução por Jerry, que lhe pede para dissimular o orgulho, e mostrar medo na hora da morte. Dessa forma, o empenhado sacerdote julga que o fascínio dos rapazes da paróquia pelo pobre criminoso e pela aura romântica da sua curta vida se extinguirá. Ninguém idolatra um cobarde. Rocky recusa, dizendo que a imagem de “duro” é única coisa que lhe resta. No entanto, pouco depois, o condenado chora, grita, e pede para não o matarem, enquanto é arrastado para a cadeira eléctrica. O amigo oferecera-lhe uma oportunidade de redenção, e no último momento Rocky agarra-se a essa tábua e esquece a duvidosa dignidade de morrer com o orgulho no rosto. O filme termina com o padre a confirmar aos rapazes a notícia nos jornais. Did Rocky die as they said, like a yellow rat?, perguntam, devastados pela queda do seu herói. It's true, boys. Every word of it. He died like they said. All right, fellas. Let's go and say a prayer for a boy who couldn't run as fast as I could.

Isto vem a propósito da recente da captura de um membro da ETA, da divulgação da sua reacção (urinou nas calças) e deste texto. Compreendo os argumentos do Carlos Abreu Amorim, que talvez se resumam a isto: não podemos ser iguais a “eles”. Mas podemos sentir uma ligeira (envergonhada?) satisfação por assistir à humilhação de um cobarde. (O) ser humano também passa por sentimentos menos nobres. Para além disso, o acto involuntário de Yartza não mostrou a sua “humanidade”: se o “medo é a sensação mais primariamente humana que conservamos”, então é uma sensação que partilhamos com os animais. Foi assim que Yarza se portou, como um animal, apenas como um animal acossado. A condição humana vem uns passos mais à frente. E vem com esta necessidade de retribuição, satisfeita pelo triste espectáculo da captura do terrorista. Mas se a ânsia de vingança nos perturbar, podemos sempre evocar os jovens de San Sebastian (aqueles aprendizes de etarra que se entretêm todos os fins-de-semana a aterrorizar as ruas das cidades bascas), e acreditar no padre Jerry. Se ele tiver razão, a divulgação da coisa afastará muitos adolescentes bascos das garras da ETA. Porque ninguém venera um cobarde que urina nas calças quando é confrontado com o castigo para os seus pecados.

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 09:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 10, 2008

Leilão Pherographs

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E ainda Timor Mortis Conturbat Me, até 8 de Janeiro na P4Photography.

(...)
In this paper, we analyzed an image processing tool, based on an Artificial Life model, that may be regarded (metaphorically or not) as a modern version of the old camera obscura, the apparatus that was first used as canvas for the artist’s pencil, and later, with the invention of Photography, became the camera that records the lines drawn by the pencil of nature. The camera obscura for ants evolves monochromatic drawings out of artificial pheromone fields and ants’ positions in the environment. To the results attained by representing the pheromone fields, we called Pherographia: drawing by pheromones. The system is also able to react to changing environments and self-adapt to new images, an ability that give us the opportunity to generate videos that illustrate not only the emergence of global perception but also the swarm’s capacity to “forget” previous images and create new cognitive maps.
Excepting Muybridge’s pictures (and Lena’s image on Appendix A), the drawings presented in this paper were obtained by evolving the swarm on black-and-white negatives found in a flea market, and are part of a work in progress that aims at mixing vernacular photography [34] and Pherographia.

(...)
Carlos M. Fernandes, in Pherographia: Drawing By Ants (a aguardar publicação).

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 04:07 AM | Comentários (3) | TrackBack

dezembro 05, 2008

Baldes de Água, Tartes e Orelhas de Burro

(Publicado ontem no Atlântico.)

Em 1978, E.O. Wilson, quando se preparava para iniciar a sua comunicação Trends in Sociobiological Research num congresso sobre o tema, foi agredido por quinze membros do International Committee Against Racism. Fascista e racista foram alguns dos epítetos com os quais foi mimado enquanto se levantava do chão, encharcado (os “activistas” despejaram-lhe um balde de água na cabeça). O jornal do Partido Comunista do Trabalho dos Estados Unidos, durante os dias do congresso, já tinha avisado: a Sociobiologia é uma teoria fascista. Mais recentemente, este senhor atirou uma tarte à cara de Bjorn Lomborg durante uma apresentação do livro The Skeptical Environmentalist. Pies for damn lies, disse, com uma sobranceria e descaramento perturbadores.

Este texto é da mesma laia. Arremessa um objecto virtual (orelhas de burro), e o uso da palavra não anda longe dos gritos “racista” e “pies for damn lies”. O que toda esta gente parece não perceber é o verdadeiro alcance da Ciência. O método pede debate e não se coaduna com autos-de-fé (nem com o progressismo).

Carlos Miguel Fernandes

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dezembro 04, 2008

Steuerzhalen Macht Frei*

Quando o Insurgente começou a divulgar a banda desenhada editada pela DGCI para ‘educar fiscalmente’ as crianças portuguesas, pensei tratar-se de uma brincadeira. Não era. Naturalmente admiti que a decisão de distribuir um livro deste teor em escolas –presumo que dos níveis elementares– teria causado alguma indignação, entre políticos, jornalistas ou intelectuais. Afinal, o choque e espanto foram meus, porque ao procurar comentários sobre o assunto, só encontrei silêncio.

Fernando C. Gabriel, no Insurgente. Vale a pena ler o resto. Também eu pensei tratar-se de uma brincadeira quando comecei a ver a tal BD no Insurgente, e manifestei a minha curiosidade numa das caixinhas de comentários do blogue. Não era uma brincadeira. E, à distância de 750km da capital do regime, percebi que o país está morto. Já não reage. Nem políticos, jornalistas ou intelectuais. Será que os eleitores e contribuintes portugueses já não merecem mais do que um tiranete como José "Assina Projectos" Sócrates, ou, em alternativa, a salvação que se anuncia em quartéis inquietos?

Carlos Miguel Fernandes

* O título foi roubado no blogue Insurgente.

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dezembro 01, 2008

Política e Terrorismo

O PSOE não utiliza o terrorismo como arma política. Foi mais ou menos isto que Zapatero disse no segundo debate televisivo com Rajoy, durante a campanha para as últimas eleições em Espanha. Não? Poucos minutos após proferir tão elevado lema, Zapatero, perturbado com os ataques de Rajoy, comparou o número de mortos pelo terrorismo no seu mandato e no de Aznar. A barbaridade destas declarações não teve, aparentemente, consequências nos resultados eleitorais. O povo começa a ficar imune ao jogo sujo.

Agora, devem ser esses mesmos elevados padrões morais que conduzem o partido na sua cruzada contra Esperanza Aguirre. Secundados por um eurodeputado da CiU, que se encontrava num restaurante quando começaram os ataques de Bombaim, criticam a fuga apressada de Aguirre. Esquecem, convenientemente, que a presidente da Comunidade de Madrid não estava sentada em amena conversa, entre a entrada e o primeiro prato, quando o caos se instalou em Bombaim. Estava num dos hotéis atingidos pelos terroristas, a pouco metros das metralhadoras e rodeada por charcos de sangue (Aguirre não foi uma das vítimas dos atentados porque…não calhou). De barriga cheia, Ignasi Guardas (o eurodeputado) teve tempo para reflectir e decidir, e pode agora fazer o papel de herói, ou de “capitão”, e afirmar que será o último a abandonar o barco.

Compreende-se que um nacionalista catalão se preste a estes triste espectáculo, pois é isso que, infelizmente, se espera deles. Menos compreensível é a posição do partido do governo espanhol. A “bloquização” do PSOE está completa. Mas podiam ter escolhido melhor altura para o sermão, e para mostrarem o dedo moralista em riste.

Carlos M. Fernandes

Publicado por CMF às 08:52 PM | Comentários (2) | TrackBack

Recordar Fernando de Villena

- ¡España! – exclama el joven viajero, lleno de entusiasmo. – ¡Qué tierra de contrastes! ¡Qué fuerza! ¡Qué lucha incesante entre la vida y la muerte! Nada tiene que ver esta planicie infinita con ese ubérrimo jardín que es Granada toda. O acaso sean las dos caras de la misma moneda.
Fernando de Villena, Por los Barrios de Granada

Não escolhemos o sítio onde nascemos. Mas, por vezes, podemos escolher onde vivemos.

Carlos Miguel Fernandes

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