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outubro 30, 2007

O Triunfo do Porcos

A República portuguesa é um bom argumento para qualquer causa monárquica: ao jacobinismo e totalitarismo da I República seguiu-se o Estado Novo e um tirano provinciano; depois, veio a Democracia, desenhada por quem lhe tinha pouco respeito. E até nos abusos houve fraqueza. A I República foi uma imitação farsola de uma revolução bolchevique, o Estado Novo nem sequer imitou a grandiosidade do Fascismo, e a Democracia, depois do falso fulgor que se seguiu à adesão à UE, vem-se arrastando pateticamente, especialmente quando comparada com a ascensão da Nova Europa.

Mas o destino desta III República está escrito há mais de trinta anos na Constituição Portuguesa, um documento fortemente politizada, datado e cobarde. Um texto que nos impinge o caminho do socialismo, da servidão, e que pouco se preocupa com a liberdade individual. (Já ouvi alguém chamar “pai fundador” a Mário Soares. Se a isso juntarmos as conhecidas opiniões de Soares sobre a nova América Latina, então começamos a perceber muita coisa.) O destino foi também esboçado quando o novo regime, legitimado pelos seus próprios agentes, esqueceu um velho país chamado Ultramar, e anatematizou um povo que, após ter perdido uma terra e uma vida, teve que defender a sua dignidade, o último reduto de um espoliado. E o destino ficou gravado na pedra quando foram desprezados aqueles a quem se ensinou a matar, ao mesmo tempo que outros, os que enchiam os comboios vindos de Paris, eram recebidos como heróis. Depois disso, foram três décadas de engorda. O Estado foi crescendo, e, aos poucos, quase todos os aspectos da vida privada do cidadão ficaram sujeitos a legislação, controlo, regulação. Nas poltronas do regime foram-se acomodando as mais pardacentas criaturas deste quintal, gente sem chama, medrosa, com medo do mundo real, aquele onde a competição, risco, e ascensões e quedas sucessivas fazem parte do quotidiano. Gente com medo da vida, que não descansa enquanto não amedronta todos os que encontra em seu redor, e que só abre as portas do regime a quem lá entre com olhos postos no chão. E, se as coisas começam a correr mal, há sempre purgas e saneamentos aos quais se pode recorrer. Nem a Academia escapou a esta miséria: a minoria que está envolvida em investigação de âmbito internacional não disfarça um universo maioritariamente enterrado na burocracia, no “proteccionismo”, nas pequenas guerras e nas pseudo-ciências.

Num mundo assim só existe lugar para os servos, e quem se atreva a entrar em qualquer aventura empreendedora lá terá o Ministério das Finanças ou a ASAE às pernas para nos mostrar que aqui não há espaço para o homem livre. Portugal transformou-se num país de indivíduos submissos, prontos a prestar vassalagem ao primeiro Sócrates que lhes apareça pela frente. Agora aguentem-se. Finalmente chegou um que, para além de poder e querer, também parece saber. De trapalhão em trapalhão, lá chegámos ao tirano. Entretanto, para desbravar caminho, vai mandando o seu séquito de funcionários zelosos. É por isso que, desde há alguns meses, o retrato do país oscila entre um queixo duplo de dedo em riste e o bigode da ASAE (bigodes e tirania, um laço eterno!). Claro que os tais medrosos, entretanto, já deram um tom rosado ao seu cartãozinho.

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Todos somos culpados por esta situação? Não. Congelaram um país, e não sobrou nenhum espaço de manobra para as gerações futuras. Por isso não esperem que os verdadeiros filhos de Abril trabalhem, nestas circunstâncias, para transformar Portugal num lugar menos fétido; não quando vêm a mediocridade instalada; não quando descobrem que o mérito não é variável relevante; não quando percebem que é inútil; não quando o Estado os priva de metade do fruto do seu trabalho. Só há uma via. Minar o sistema por dentro, aproveitando as suas falhas, e ao mesmo tempo contribuir com ideias para um debate que extravase as fronteiras das (sub)doutrinas marxistas que dominaram a Europa nos últimos cem anos. A blogosfera tem sido um campo útil para esta batalha, mas não chega. É necessário ir mais longe.

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 04:04 PM | Comentários (5) | TrackBack

outubro 28, 2007

Reflectir sobre Atlas

No Arte Photographica respondo a três perguntas que me foram feitas pelo Sérgio B. Gomes, a propósito do projecto Atlas e do meu trabalho na área da Fotografia. A exposição está na P4Photography até ao dia 10 de Janeiro do próximo ano.

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Carlos M. Fernandes, Gulfoss, Islândia, 2006

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 03:30 PM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 20, 2007

Um Hotel em Arad

Os blocos de notas são guardados na prateleira e ficam entregues ao pó até que uma memória trôpega os resgata do esquecimento. As imagens, notas visuais, são mais atrevidas e, escudando-se num extenso processo de arquivamento, resistem ao oblívio com o afinco de uma recordação doce. Provas de contacto, provas de trabalho, digitalizações, ajuste de tons, retoque, redimensionamento: um rol de oportunidades antes da escuridão da gaveta. Hoje, enquanto uniformizava o espaço ocupado por algumas imagens, foi esta que me fez parar. Arad, Roménia, em 2004. O que se vê na imagem vê-se (ou via-se) desde um dos quartos do Hotel Arad. Um momento esquecido, um quadro urbano sem argumentos que acabará no fundo de um baú, soterrado por uma avalancha de fotografias. Uma cidade perdida.

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Carlos M. Fernandes, Arad, Roménia, 2004

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 05:03 AM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 19, 2007

Thomas Weinberger e a Fotografia Alemã

Aproveito o embalo dado pelo texto anterior e tento agora empreender, sem pretensões de ensaio, um roteiro para uma leitura (entre muitas possíveis) da obra de Thomas Weinberger.
A formação do Thomas, em Arquitectura, é notória na forma como escolhe e retrata as paisagens urbanas, mas é à fotografia alemã (Thomas Weinberger nasceu em Munique em 1964) que vamos buscar pistas para entender a motivação e o caldo cultural que precede as suas obras de grande formato e iluminação indecifrável. Qualquer apreciação e estudo do trabalho de Weinberger irá desembocar inevitavelmente no casal Becher. Bernd e Hilla Becher, autores de um épico inventário da arquitectura popular da Europa Central, foram professores de Andreas Gursky, um dos nomes grandes da fotografia alemã da actualidade, e artista cuja obra se cruza com o trabalho de Thomas Weinberger em muitos aspectos. Albert Renger-Patzsch também é uma personagem relevante nesta história, mas eu vou mais longe, e atrevo-me a referir August Sander e o seu ímpeto de catalogar a sociedade alemã do início do século passado, com retratos frontais e linhas verticais dominantes (e recorde-se ainda semelhante empresa de Karl Blossfeldt, mas com plantas).

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Bern e Hilla Becher, Kuhlturme, 1967-73


Rigor técnico, objectividade, simetria, compressão dos planos e até, mais recentemente, uma certa tendência para a monumentalidade (vide o já referido Gursky e também Candida Höfer); são estes os ingredientes principais da fotografia alemã do século XX e início do século XXI. Quebrando, com subtileza, a obsessão pela simetria, e aproveitando as novas ferramentas disponibilizadas pela emergência da fotografia digital, Thomas Weinberger domesticou uma tendência para a indecisão, cravou um carácter temporal nas suas imagens e criou assim um visão muito pessoal do mundo, a qual, no entanto, não mascara a sua génese.

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Andreas Gursky, de 99 Cent II Diptychon (imagem esquerda), 2001

Tentei enquadrar Thomas Weinberger no grande quadro da fotografia alemã. Alguns leitores talvez preferissem uma análise mais virada para o “contexto internacional”. Não sei fazê-lo, nem me parece ser tarefa relevante. Prefiro perscrutar a História e deixar a especulação para os praticantes do discurso pós-moderno.

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Thomas Weinberger, Dubai

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 03:31 AM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 15, 2007

A Arquitectura e o Regime

Quando me telefonaram a averiguar a minha disponibilidade para mostrar Lisboa ao Thomas, já o fotógrafo alemão percorria há alguns dias, de carro, as ruas da cidade. O meu interlocutor explicou-me que ele já se começara a mexer, mas que ainda não havia captado qualquer imagem. Disse-me também que o Thomas estava um pouco desorientado, pois ainda não conseguira ver a “arquitectura fascista” que esperava encontrar em Portugal. De um e do outro lado da linha houve um pequeno riso de cumplicidade. E eu percebi que tinha mais uma tarefa pela frente: contrariar a propaganda dos arautos da terceira república e explicar ao artista que o Estado Novo não encaixa numa definição rigorosa de Fascismo.

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Thomas Weinberger, Cracker, Esso Raffinerie, 2003

No dia seguinte marquei um encontro com o Thomas. Este, quando chegou, vinha entusiasmado, pois no caminho desde a Fundação Gulbenkian até ao meu apartamento tinha finalmente encontrado a tal “arquitectura fascista”. Onde?, perguntei-lhe. Explicou-me e eu quase soltei uma gargalhada. Após muitas horas de condução nas ruas de Lisboa, o Thomas Weinberger encontra a arquitectura do fascismo na Av. João XXI, no Edifício-Sede da Caixa Geral de Depósitos, construído nos anos 80 do século passado! Caro Thomas, como estás tão perto da verdade quando pareces estar distante. E já me deste uma bela história para animar os próximos jantares. Aguardamos agora pela tua visão de Lisboa.

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 03:45 AM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 06, 2007

Atlas — Uma História de Deuses e de Homens

O médico segurou os braços das cadeiras a mãos ambas, apertou os músculos da barriga, fechou as pálperas com força, e tal como costumava fazer diante do sofrimento, da angústia e da insónia, pôs-se a imaginar o mar.
António Lobo Antunes, Memória de Elefante

Contemplação. Confronto. Fusão. Recusa e agregação. É com estas linhas que Atlas se tece. Tendo o Atlântico como pretexto, a narrativa percorre as intrincadas relações do Homem com o ambiente que o rodeia e com as forças indomáveis que o subjugam e arrastam para o abrigo. Aí, agregado nas urbes, confronta então outra energia menos palpável, que se revela nas ondas impiedosas de demónios interiores que o mergulham num estado de solidão ilusório. O Atlântico — território de pescadores, brisas gélidas e contos heróicos — é apenas um dos palcos desta tragoidia, um lugar de contemplação mas também de confronto, onde o Homem enfrenta a natureza pura com o seu engenho e engenhos, e os seus desejos interiores com a graça de um guerreiro. Mas, ao contrário do que aconteceu na Guerra dos Titãs, não há vencedores nesta batalha eterna. Há apenas o ciclo da vida e da morte.

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Atlas e a P4Photography têm as portas abertas. Até 10 de Janeiro no n. 16 da Rua dos Navegantes. De Carlos Miguel Fernandes, João Mariano e Rui Fonseca. Livro Atlas com texto de Madalena Lello.

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 11:31 PM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 03, 2007

Inglês ou Português?

O Luís Trindade, director da P4Photography, optou por limitar toda a comunicação para o exterior a uma língua, e, dadas as ambições do projecto, elegeu a língua inglesa. A opção não foi bem recebida, e em certos casos o ataque até tem sido um pouco rude (ver aqui). Estas reacções pecam por falhas de análise global e também por uma certa confusão de conceitos. A P4Photography é um projecto privado, e nada deve ao cidadão português, excepto um serviço de qualidade. Esse serviço poderia melhorar com uma versão portuguesa da página da galeria? Talvez, mas quando se tapa a cabeça destapam-se os pés, e o esforço necessário para manter uma página bilingue pesaria certamente no desempenho da empresa. Empresa privada, volto a repetir, estatuto que muitos laboratórios associados às universidade portuguesas não podem reclamar. Vejam o exemplo do meu laboratório, o Laseeb. Tem a página em inglês, claro, porque uma opção diferente seria ridícula e desastrosa, tendo em conta a realidade do universo científico. Por que razão deve a Arte ser diferente? (Ah, a Arte e a Ciência, tantas vezes vistas pelo cidadão comum como objectos sem hipótese de harmonização, mas tão próximas na sua génese e efeito.) Por que se exige a uma empresa privada o que não se pede às universidades pagas com o dinheiro dos contribuintes?
(Esta “voz do cidadão” ainda vai levar o Estado a regular neste registo, e a impor leis que os próprios serviços públicos não cumprem. É isso que se deseja? Não chega a obrigatoriedade de os restaurantes apresentarem ementas em português, quando o governo anda a propagandear um tal de Allgarve!)

O livro Atlas passou por semelhante dilema. A primeira opção, edição bilingue, foi afastada por falta de verba (edição de autor!), pois implicava a produção de mais páginas. Ficou o inglês, decisão suportada pelos objectivos da P4 e dos fotógrafos. Espero que compreendam. Os meus Kaluptein e I-S-T 95-75-15, com textos exclusivamente em português, dificilmente passam para lá da fronteira. Prefiro que essa restrição nasça da incapacidade de o meu trabalho se afirmar fora de portas, do que de uma limitação imposta pela âmbito restrito da língua portuguesa.

Para terminar, e a poucas horas da inauguração de Atlas, quero chamar a atenção para este artigo no DN, e para o blogue Sais de Prata e Pixels, da Madalena Lello, uma das pessoas que melhor pensa e escreve sobre fotografia em Portugal, e que nos honrou ao aceitar escrever o prefácio do livro. À Madalena, um enorme "obrigado". (Lá poderão ler a versão portuguesa do texto.)

Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 01:44 PM | Comentários (13) | TrackBack

Notas Soltas

O que aconteceu foi mau, mas o que está para vir pode ser pior! Esta é uma das regras cruéis da vida, para a qual vamos sendo cada vez mais alertados quando os anos começam a pesar. Mas a república portuguesa é regida pelos mesmos princípios. Ora vejam: quando pensávamos ter batido no fundo com a nomeação de Santana Lopes como primeiro-ministro, eis que nas eleições seguintes nos surge José Sócrates, uma espécie de pequeno burocrata elevado a chefe da nação, um tiranete que nos desvenda os recantos mais sombrios da Democracia. E no passado fim-de-semana Luís Filipe Menezes sucedeu a Marques Mendes na liderança do maior partido da oposição. Bater no fundo? Nunca. Portugal é um poço sem fundo.

Numa entrevista ao jornal Expresso, a ministra da cultura Isabel Pires de Lima admite ainda encontrar no marxismo alguns instrumentos de análise importantes. Pobre Europa. Não deve ser fácil ver que os seus filhos ainda afiam as facas que quase a mataram. (A restante entrevista faz-me vacilar entre o choro e o riso. Mas não vale a pena falar muito nisso. Afinal, para que serve um ministro da Cultura, para além de ser veículo para a intolerável “estatização” da criação artística? O ministério da Cultura não se discute. Extermina-se.)

Miguel Sousa Tavares, a propósito do convite feito pela Universidade de Columbia ao presidente iraniano e posterior recepção ao mesmo: Só um americano seria capaz de tamanha grosseria e falta de educação. Só “um” Miguel Sousa Tavares seria capaz de tamanha generalização grosseira. (A mesma frase com americano substituído por preto, chinês ou indiano seria imediatamente trucidada por todos. Como o bombo da festa são os americanos, o povo cala e consente.)

Local: Algarve; Portimão; um dos mais elegantes bares de Portugal. Elegante? O que teria passado pela cabeça do L. para decorar as prateleiras da forma que se pode ver na imagem? É regra, responde L., e a ASAE pode a qualquer momento escancarar-me as portas e deixar-me uma multa como recordação, uma multa por ter as garrafas em contacto directo com as prateleiras de madeira. Pois é, de acordo com o L., ter garrafas a tocar na madeira é ilegal. E a ASAE, que anda a aterrorizar gente honesta em Portimão, está aqui para nos proteger de nós mesmos, nem que seja de cara tapada e arma em riste. Como chegámos a este estado de insanidade? Um recente artigo na Visão dá-nos uma pista. E, já agora, adicione-se um elemento freudiano (...). Na infância, o líder da Autoridade recorda-se de ir a uma taberna numa aldeia em Santarém e de ver como se lavavam os copos, de dois e de três, passando-os primeiro num alguidar de água suja e depois noutro de água lavada. Prontos a servir ao cliente seguinte, que bem podia ser um tuberculoso. Estamos a pagar a terapia de um burocrata. Mas era bom que o homem se fosse tratar por conta própria.

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Carlos Miguel Fernandes

Publicado por CMF às 12:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 01, 2007

Atlas V

Voltemos a Atlas. O Luís Trindade, director da P4Photography, enviou-me este texto, o qual merece ser publicado. E faço minhas as palavras do Luís.

Lisboa 1 de outubro de 2007

A propósito deste livro, vale a pena contar uma história.

Este livro foi feito pela boa vontade de muitas pessoas ligadas à exposição Atlas. O desafio de uma tão pequena produção é sempre enorme devido aos elevados preços com que nos deparamos.
Desta vez quero destacar, não o trabalho dos intervenientes directos (fotógrafos e equipa P4), mas o alto empenho que os funcionários da Office Centre de Alfragide colocaram na realização deste micro-livro.
Desde 2006, com a realização do 1º leilão de fotografia, tenho recorrido a este centro de cópias e apesar de já ter lidado com diversos funcionários desde essa altura, parece que a qualidade no atendimento e dedicação ao cliente é geral. Parabéns! Existem, pelos vistos, pessoas que levam a sério o seu trabalho e com isso destacam-se neste pequeno e quase sempre medíocre meio laboral português.
Ora vejam: um dos funcionários do Centro de Cópias, o Sr. Ivo Chagas, além de me ter aturado durante 4 horas seguidas, ainda participou activamente nos detalhes na preparação do livro (escolha do papel do livro – com testes e mais testes; escolha da sobrecapa; negros de impressão; composição das folhas de impressão – para gastar o mínimo possível de papel; correcções de texto detectados só após o primeiro teste de impressão, etc...), e finalmente ainda teve a excepcional atitude de, no seu dia de folga, hoje, se deslocar ao trabalho para verificar se a primeira prova do livro estava como programado.
Ora, que se lixem aqueles que só exigem, passando a vida a lamentar-se. Quase sempre exigem todos os direitos em nome do Trabalhador, mas de obrigações nada querem saber.

Luís Trindade
P4Photography.com

Publicado por CMF às 04:32 PM | Comentários (0) | TrackBack