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dezembro 22, 2005
Szomorú Vasárnap
Entre muitos momentos de humor inesquecíveis, a imaginação delirante dos Monty Phyton criou a história da piada assassina: um homem inventa uma anedota de tal forma engraçada que qualquer pessoa que tivesse a infelicidade de a ouvir até ao fim morreria, literalmente, de riso. Ontem, vagueando por uma apreciação de Leonard Cohen ao seu tema Dress Rehersal Rag, descobri a Canção Húngara do Suícidio. Szomorú Vasárnap (Domingo Sombrio) foi composta por Rezso Seress (música) and Laszlo Javor (letra) em 1933. Em 1936, ao investigar a morte de um sapateiro, a polícia de Budapeste encontrou uma carta de suicídio com a letra da canção. A partir daí, foram várias as mortes associadas a Szomorú Vasárnap. Desde duas pessoas que puseram termo à vida após ouvirem a melodia tocada por uma banda cigana, até outras que foram encontradas sem vida nas águas do Danúbio com a partitura na mão, são mais de uma centena os casos que ficaram ligados ao poder destrutivo da canção. Preocupadas com a vaga de suicídios, as autoridades húngaras baniram Szomorú Vasárnap. Mas a sua fama chegou a outras paragens, e versões inglesas do tema causaram os mesmos estragos em Inglaterra e E.U.A., levando a B.B.C e algumas estações de rádio norte-americanas a boicotar a canção. O último toque macabro desta história foi dado pelo próprio autor da melodia, Rezso Seress, quando se suicidou, em 1968, em Budapeste. Seress, tal como o autor da piada assassina, foi uma vítima da sua própria obra, pois conta-se que o compositor nunca recuperou da depressão em que se deixou cair quando percebeu que nunca conseguiria criar outro tema de sucesso depois de Szomorú Vasárnap.
Talvez esta história não seja mais do que um mito urbano ou um produto da deficiente interpretação de uma correlação positiva. Mas ajudou Cohen a guardar Dress Rehersal Rag na gaveta. A lenda pode ter exagerado o poder da canção, mas a lenda foi poderosa e eficaz.
Deixo-vos com os versos. Em húngaro, por precaução, e confiando na vocação pouco internacional deste blogue:
Szomorú vasárnap száz fehér virággal
Vártalak kedvesem templomi imával
Álmokat kergetô vasárnap délelôtt
Bánatom hintaja nélküled visszajött
Azóta szomorú mindig a vasárnap
Könny csak az italom kenyerem a bánat...
Szomorú vasárnap
Utolsó vasárnap kedvesem gyere el
Pap is lesz, koporsó, ravatal, gyászlepel
Akkor is virág vár, virág és - koporsó
Virágos fák alatt utam az utolsó
Nyitva lesz szemem hogy még egyszer lássalak
Ne félj a szememtôl holtan is áldalak...
Utolsó vasárnap
Rezso Seress, Szomorú vasárnap
Carlos Miguel Fernandes
Publicado por CMF às dezembro 22, 2005 05:26 PM
Comentários
Nâo percebi nada!
Publicado por: pit bull em dezembro 22, 2005 09:14 PM
gostei do documentario e Lhe dou os meus parabens pela belissima materia.Fiquei sabendo da musica a alguns anos após ler o livro a lista de shindler.Gstaria que me desse mais informações e se possivel me mandasse a partitura da musica ou uma gravação em mp3.
Obrirgado fique com DEUS.
Publicado por: eder andre em fevereiro 5, 2006 02:11 PM
Olá... Sou brasileiro e estudei 10 meses húngaro em Budapeste. E depois de morar na Hungria descobri que é a canção certa em país errado. A alma húngara não é contra a morte pelas próprias mãos, aliás, é um dos países com maiores índices de suicídio no globo. A letra é linda, e chega a ser poético morrer inspirada nela...
Abraços
Viszontlátásra
Publicado por: Luís Felipe em julho 5, 2006 10:20 PM
por favor mandame la partitura o el mp3 de domingo sombrio.
gracias
Publicado por: LUIS em fevereiro 9, 2007 03:01 AM